MVB Latam · Expedição Frankfurt
TERMINAL F
A maior feira editorial do mundo é um terminal: todas as rotas do mercado convergem ali. Transformamos essa leitura num sistema visual que sinaliza um estande de 24m² a trinta metros de distância.
Serviços
24m²
Área do estande
7
Painéis de parede
10
Referências anotadas
4
Tipografias livres
O aeroporto ensina
Aeroporto é o único lugar do mundo onde ninguém se perde de verdade.
Você desembarca numa cidade cujo idioma não fala, e mesmo assim chega ao portão certo. Porque alguém resolveu, décadas atrás, que informação de deslocamento tem regras: contraste alto, tipografia estreita, seta que aponta, código curto que você decora sem esforço.
Feira de livro não tem nada disso.
Frankfurt são sete pavilhões e milhares de estandes competindo com a mesma estratégia: mais cor, mais imagem, mais texto. O resultado é ruído. Quem passa no corredor não lê nada, porque tudo pede para ser lido ao mesmo tempo.
Foi daí que veio a virada: a feira é um terminal onde convergem todas as rotas do mercado editorial. O estande é o portão de embarque.
O desafio
A Expedição Frankfurt 2026 estreava estande próprio de 24m², em frente ao estande do Brasil. Primeira vez com espaço para chamar de seu.
Um estande não é um anúncio. É um objeto físico no meio de um corredor, disputando três segundos de atenção de alguém que está andando, cansado, com o crachá batendo no peito e já atrasado para a próxima reunião.
A pergunta de projeto era brutalmente concreta: o que precisa estar escrito ali para que essa pessoa vire a cabeça, entenda o que é e decida parar?
Um alfabeto antes de qualquer peça
Não começamos desenhando painel. Começamos montando um moodboard público com dez referências anotadas — não para ilustrar gosto, mas para extrair regra.
De cada uma tiramos uma decisão: o que faz um data-wall funcionar em preto e branco, como um cartaz de rua sobrevive à distância, por que wayfinding não usa imagem.
Do conjunto saiu um sistema fechado em quatro camadas: paleta, três vozes tipográficas, um alfabeto de formas e cinco leis de composição. Com dos & don’ts explícitos.
Não é identidade de sistema fechado — é direção de sistema. Quatro camadas que o time desenvolve por conta, tipo, forma e composição.
Isso importa mais do que parece. Um estande é produzido por gente que não estava na reunião: gráfica, montador, quem opera a TV. O sistema precisa sobreviver a quem nunca leu o briefing.
Legibilidade a trinta metros, em três segundos
A regra que governou toda a arte-final: se não lê a trinta metros de distância em três segundos, não entra.
Isso eliminou o que normalmente ocupa um painel de feira. Nada de parágrafo. Nada de foto de produto. Nada de logo repetido em cinco tamanhos.
Ficou o que funciona à distância: tipografia display sangrando na borda, uma frase por parede, rotas gráficas convergindo para o ponto de encontro, marcadores curtos de terminal — portão, corredor, origem e destino.
E o contraponto: quando a pessoa para, o repertório muda. De perto, o totem-diretório e os cubos funcionam como painel de partidas — mono, denso, informativo. Longe grita; perto conversa.
O que construímos
Um sistema visual completo e três frentes de aplicação: folder de venda do patrocínio, adesivação do estande e o loop das telas.
As peças de parede saíram em PDF/X, arte-final fechada, uma página por painel, nos formatos reais de produção — 95 × 227 cm nos painéis principais, 44 × 227 cm no suporte. Com mockup do estande montado para o cliente ver o conjunto antes da gráfica.
Ao longo do caminho o sistema foi revisado para conversar com a identidade corporativa global da MVB: o vermelho da marca entrou como cor de zona, as fontes corporativas assumiram a voz display. Direção criativa boa não é a que sobrevive intacta. É a que continua funcionando depois de ser ajustada.
Onde os livros encontram seu caminho.
Dados para nerds
Sistema de cor
#0B0B0Bink e#F2EFE8paper — 90% de qualquer layout#D8F34Eácido — rota e chamada para ação#E3001Bvermelho MVB — palco, programação e marca#C9BFF5lavanda — zona secundária- Paleta auditada por diferença perceptual: o laranja original saiu do sistema por ΔE 21 em relação ao vermelho da marca
Tipografia
- Anton — display, títulos de parede
- Fraunces — editorial, textos longos
- JetBrains Mono — dados, códigos, painel de partidas
- Archivo — interface e legendas
- Todas com licença OFL, sem custo de licenciamento para o cliente
Arte-final
- PDF/X gerado em Illustrator, uma página por painel
- Painéis de parede 95 × 227 cm (4 páginas + 2 páginas)
- Suporte vertical 44 × 227 cm
- Perfil de cor e sangria conferidos para produção gráfica
Entregáveis do kit
- Moodboard público com 10 referências anotadas e racional de cada decisão
- Formas do alfabeto em SVG
- Tokens de cor em formato reutilizável
- Lockup da marca em variantes ink e paper
- Pacote de fontes OFL para o time de produção
Critério de validação
- Teste de legibilidade a 30 metros em 3 segundos para toda peça de parede
- Hierarquia de leitura em dois tempos: display à distância, mono na aproximação
Detalhes do Projeto
Como você gostaria que sua história fosse contada?
Conta o que você tem em mente. A gente ouve antes de propor qualquer coisa.
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